Coil

COIL
Love’s Secret Domain LP
1991 Torso

Os Coil sempre foram uma banda de excessos. As drogas e a experimentação sexual foram alvo do seu objecto de estudo, e as cobaias, os próprios elementos da banda: John Balance (voz e percussão) e o co-fundador dos Throbbing Gristle e ex-Psychic Tv, Peter “Sleazy” Christopherson (programações electrónicas). Love’s Secret Domain (cuja sigla é clara alusão à LSD) é mais um episódio nessa epopeia exploratória. Não se pense, contudo, que aqui se divaga ou deriva em direcção ao vazio. Não. Se há coisa que este disco tem é substância. Uma substância tão engenhosa que faz desta obra saída há mais de 20 anos um disco actual. Aqui explora-se a música de dança não convencional em detrimento do passado industrial e obsessivo da banda. A arte de sampling e de manipulação de efeitos são de uma minúcia tal que ainda hoje se disserta sobre o processo que levou os Coil ao resultado final. E no meio desta genial parafernália de sons e sentidos conseguem destacar-se temas como Things Happen (com a vocalização de Annie Anxiety Bandez – agora conhecida como Little Annie), The Snow (uma clara incursão pela acid music), o ambiental Dark River, Windowpane (com a famosa frase: “If you want to look the sky just a put a window in your eye”), Titan Arch (com a habitual magestosa interpretação vocal de Marc Almond) e o tema título Love’s Secret Domain. John Balance faleceu a 13 de Novembro de 2004, vítima de uma queda caseira, provavelmente, provocada por mais uma noite de excessos. Tinha 42 anos… Peter Martin Christopherson morreu a 24 de Novembro de 2010, na Tailândia, onde residiu nos últimos anos. Tinha 55 anos.  CM

LOVE’S SECRET DOMAIN

ATENÇÃO!

Neste local publicamos opiniões sobre discos que realmente importam conhecer, independentemente da data em que foram editados. Aliás, a data de um disco apenas o situa na infinita estrada do tempo; não o torna defunto de uma qualquer descoberta ou opinião. Quando muito, uma data impressa num disco apenas nos ajuda a perceber quantos anos esse determinado disco (por vezes imprescindível numa colecção que se preze) nos passou ao lado. Além disso, optaremos sempre por opiniões curtas e incisivas. Cremos que a adjectivação supérflua é inimiga da objectividade, embora saibamos que, objectivamente, uma opinião sobre arte é sempre, naturalmente, subjectiva!

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